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EU, NA VIDA!

Ser forte não foi opção, Foi a única alternativa. Entre pouco “sim” e inúmeros “não”, Me fiz intensa, sem me limitar no eterno,  Porque me transformo, me melhoro a cada queda! Ostento, apesar de tudo, um sorriso terno. Me identifico com o estranho, ouso classificar como normal! Perfeição é insensatez! No raro, eu vejo a beleza. Na dor, eu me reencontro. No amor, eu me perco. Me enxergo na vida.  Sou um ser torto, louco e disposto! Gosto do que sou. Sou a minha verdade! Respeito a minha vulnerabilidade! Sou daquelas que transborda de amores!  Que náufraga, nos seres rasos! O recomeço é uma necessidade que me devora! Sou sorriso, sou lágrimas, sou vida! A urgência de viver, em mim vigora! Porque sou a minha verdade de dentro para fora! Nem passado, nem futuro, vivo no agora Me encho de desejo, sigo sem medo, Respeito as minha vontades, crio possibilidades, Vivo o que penso, penso sobre o que vivo, Por isso existo! Rosiane Alves

AMOR VELADO

Meu peito traz o túmulo de um amor errante No meu coração sepultado, amor passado Solitário, por não o ter, julguei morto; Enterrei onde ele ainda reina.   Todos os sonhos sonhados, delírios jazidos. Ao sepultar, chorei lágrimas santas. Chorei por um amor puro e obsequioso, enterrado. Consagrei ao eterno esse amor sagrado.   E por maldição dos que estão além da vida, ressurge. Ocultei do meu coração o espaço que enterrei. E agora ele descobre a tumba onde o amor ainda vive.   Amor preso ao trunfo dos amores não vividos Jaz em mim esse túmulo que transcende a vida Todos os amores que vivo e vivi, são somente porque busco a ti. Rosiane Alves 

SONHO

Negamos o novo Por ser único Sonhamos um caminho Traçamos a trajetória Negativa e abandono o mesmo do mesmo Desistir antes de começar O costume do óbvio Só o único pode ser extraordinário E todos têm a oportunidade de ser Seres únicos Antes do outro entender A compreensão vem do que se é Salvar os sonhos Ser o herói Ser generoso Sem um futuro tenebroso Matar os sonhos? Não. Isso é doloroso Morre a cada dia Aquele que desiste de sonhar o sonho precisa brilhar Essa é a razão dele existir Quando morre ele pode renascer Ele é fênix O sonho ilumina o ser Salva e leva para o rumo Afastado da dor O sonho pode salvar o mundo Aproximará do amor. Sonhar é continuar vivo É confiar, é amar E sentir a própria essência Desistir é covardia Tentar é vencer Mergulhe fundo No mar de sonhos De seu ser Rosiane Alves

VIVA

Não é o fim do mundo não seja egoísta todo mundo sofre isso faz parte o tempo é o remédio chore, mas não se afogue grite, fale, não se cale a pior forma de viver é morrer em vida é viver no tanto faz viva até o último suspiro que pode ser a qualquer momento esse não é o pior pensamento é um alerta a vida está aí, e a todo tempo flerta viva sem vergonha sem limites, sem poréns mais vida para os seus dias Rosiane Alves

APRESSA-TE

Assim ficou, no desfigurar O amor se perdeu, a paixão foi destilada; Perdemo-nos, não encontro o nosso lugar. Ainda dá para voltar para meu coração.   Ainda dá para voltar, apesar de a cada dia se afastar Não pensei que te chamo por usura Ainda é por amor, te apresse ou pagarás os devidos juros Com o tempo, teu saldo vai zerando.   Nosso amor eu estou velando. Vivendo um luto profundo Enterrando o nosso mundo   Apressa-te, o tempo está acabando Vou construir o meu novo mundo Apressa-te, tuas chances estão definhando. Rosiane Alves

NOSSO FIM

Das lembranças alegre do teu sorriso só ficou o doido pranto Triste solitário como a bruma Tudo em mim é melancolia   Das vivencias suave do dia a dia Só ficou o peso da rotina Na jornada solitária, coletiva e unitária Tudo em mim é contradição   Desse fim repetindo que maltrata meu coração Ficou a ideia do que poderia ser Se tivéssemos tentado, insistido em querer   Do teu adeus ficou o espanto Fez da gota, tempestade A sentença de um amor fraco, fez meu pranto Rosiane Alves

SE HOUVESSE TEMPO

Se houvesse tempo: Eu faria de novo Eu beijaria teus lábios Olharia nos teus olhos Te aconchegaria no meu abraço   Se houvesse tempo: Eu te daria o novo O melhor sentimento do meu coração As minhas melhores e mais fortes emoções Te daria minha verdade, que sempre esteve ao teu dispor   Se houvesse tempo: Eu faria tudo outra vez Com perfeição e disposição Não aguardaria o tempo do melhor tempo chegar Para te amar   Se houvesse tempo: Eu não aguardaria o melhor momento Eu viveria cada segundo, mergulhando fundo Descobrindo a beleza de ser Ao teu lado, com teu sorriso, com teu jeito leve Com você   Se houvesse tempo: Eu saberia que o tempo é ligeiro Se comporta como um forasteiro Que não é de lugar nenhum Não espera por ninguém E sai levando tudo que encontra   Se houvesse tempo: eu queria assistir ele passar na plateia vendo o desfilar de amores, de encontros e de paixões sem medo de me atingir sem medo de me maltr

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Saudações, queridos leitores e seguidores da minha arte... Sou alguém que tem as palavras como companheira desde a infância e me apresento de forma transparente através de meus versos e escritos. Durante toda a minha vida, enquanto existe um coração pulsando em meu peito, as palavras me acompanham, pois elas são a razão dessa minha existência. Apesar de escrever há muito tempo, só agora, entrei por inteiro nesse episódio de minha vida, dedicando além de muitas horas de escrita e leitura, um tempo para expor as palavras que brotam na essência do meu ser. Falo isso porque estou prestes a publicar meu primeiro livro, me tornar uma escritora de maneira formal, o que para mim é um sonho realizado. Confesso que estou um pouco triste, pois pela pessoa calorosa que sou, apaixonada por sorrisos, olhares e abraços, me vi obrigada a realizar esse sonho de forma fria, na tela de um celular, não pude viver o que mais amo: gente, olhares e suas respectivas almas. A pandemia levou de mim a oportunida

Final

Estou tão preso ao final Que esqueci do início Vacilei no caminho, no meio, vacilarei ao final É necessário caminhar   Não se chega ao final sem trilhar Sem começo e meio não tem fim É necessário o caminho, substanciar. Um final sem início e meio é vazio   No caminho descobrimos o valor Valorizar o final é saber trilhar o caminho O meio é a base para o final, e o início do meio   Um final tem por base o bem trilhar Sem presa para chegar Andando divagar, desfrutando o caminhar. Rosiane Alves

AZULAR

Vê? Olha para cima, graciosa luz! Ele tem magnetismos, traz otimismo. É lindo e tem um belo azular Vê? Ele sempre é azul. Banco, negro e cinza é camuflar.   Ergue a cabeça incandescida, abre os teus olhos Esquece-te de tudo, nova visão, é o azular Louvar apenas com teu olhar A transcrição da sagrada majestade, ali estar   Ele é imensidão, lar celestial Calmo, manso sublime Vasto campo do azular genial   Antigo, experiente, resiste ao tempo. Entrega o mesmo azul para brilhar Ele namora e na linha do horizonte se entrega ao mar Rosiane Alves

ACEITAÇÃO

Aceita a tua condição Imperfeito, vulnerável, mas em evolução Tem muito que não podemos mudar Outros tantos que temos que aceitar Aceitação é cura para alma Libertação da dor A bondade fecha feridas Cicatrizadas pelo amor Não tenha no ódio e na magoa, a sua vida consumida Muita coisa é como é Não é dado o saber Segue teu passo, Deixa a humildade aparecer faz bondade, isso é paz o bem chama o bem não importa para quem cura tua alma, você tem esse poder busca por ele na essência do teu ser o amor e a caridade ame a si e ao próximo a verdade e a bondade esses são os poderes que leva a felicidade. Rosiane Alves

Tempos difíceis

Tempos de solidão  Chato e solitário  Aperto no coração  Vontade de ver o mundo Sentir o mundo  Andar por entre gente Querendo ouvir barulho Descobrindo o valor do toque, para quem sente Vida indo, passando pela janela silenciosa Sem histórias vividas, sem amizades coloridas Sem festa, sem nada Ela passa depressa Sem escrever a vida Deixando aberta a ferida Do que fomos, do que somos Do que seremos  Só deixando uma certeza  Nada sabemos Sobre a vida, sobre o tempo Sobre nós. Rosiane Alves 

Amor

O que é o amor?  É se perder ou se encontrar? É não ter fim ou encontrar um começo? É ter um par ou ser inteiro? É viver sem limite ou descobrir um limite? É não ter medo de nada ou ter medo de tudo? É ser imaturo ou tornar-se seguro? É tudo ou nada? É ardente e corrente; É ferida que não se sente;  É contente sendo descontente; É dor que se sente mesmo sem doer. É se perder no querer sem querer; É ser solitário mesmo tendo gente; É nunca ou sempre está contente na mente; É ganhar mesmo quando tudo tende ao perder. É ser preso por própria  vontade; É ser feliz quando vencido; É perder e ser feliz;  É servir ao próprio vencedor; É não ter noção; É esquecer da razão;  É tudo e nada; Sem fórmula, sem modelo Sem conceito. O amor é a contradição. O amor é toque que aquece.  E título que enobrece. É vida que faz pulsar o coração.  O amor é amor, E não tem conceito nem solução. Rosiane Alves 

PANDEMIA

no meio da pandemia:  passei pelas ruas, não vi nada que estava acostumado não vi o trânsito congestionado, não vi o estresse dos passantes, não vi a poluição. no meio da pandemia: vi alguns poucos homens mascarados, outros, também mascarados, preocupados, vi sorrisos através dos olhos,  confesso, senti falta até do que não vivi, do bom dia que deixei de dar, do sorriso que deixei de corresponder, do tempo que deixei de ter tempo, a vida que deixei de compartilhar, a vida que vivi sem viver. no meio da pandemia: vi o medo, na cidade, estampando. passei devagarinho, apreciando, como nunca fiz, descobri o quanto era cego, antes dela chegar. minha alma não morreu por um triz,  sobrevivi para renascer, mesmo vendo outro morrer.   no meio da pandemia: acredito que também morri, aquele velho eu, se foi vivi meu luto, entre os meus. no meio da pandemia:  vi pássaros entoando uma linda melodia, que no incio, o "eu" agora morto,  agonizando seu último suspiro não conseguia ver a belez

Brasil, calado!

Brasil, terra mãe Terra poesia Terra da música, da alegria do samba, do axé, da bossa nova De brilhantes poetas Por um vírus teve seu povo calado, mudo e mascarado Brasil terra do aconchego Do chegue mais Terra do acolhimento, da aglomeração Das festas, do carnaval, do reveillon  O Nordeste do São João Povo festeiro de coração Praieiro, regueiro, forrozeiro, roqueiro, carnavalesco Pela quarentena um povo isolado, silenciado, distanciado Brasil terra da superação Do povo resistente, que enfrenta, que supera Que faz acontecer, que se reinventa Que cala e descobre no silêncio uma nova fala Que se isola e inventa um novo jeito de estar perto Que sofre e busca uma forma de se alegrar Que mesmo a distância se une pelo bem comum Porque o Brasil nasceu na Bahia,  E baiano não nasce, estreia E nem sempre o espetáculo é de comedia E a arte tem que sobreviver mesmo sem plateia. A pandemia vai passar, e a festa não vai acabar porque não se deixa morrer o que nos faz viver Rosiane Alves    

Quarentena com poema

A vida me mal acostumou A viver sempre no aconchego Ter e ser, morada De gente, de almas do bem Rodeada de amor Tanto carinho Que nunca soube direito o que é solidão Vem o isolamento   E preciso aprender em um momento O preço de estar sozinho Mesmo amando e sendo amado Mesmo estado acostumado a ter uma multidão É difícil, complicado, fico até meio amuado mas não desisto e insisto em agradecer se a vida toda eu vivi rodeado de gente meu povo, minha galera, rico de amor, alma decente o que é a quarentena tentando me fazer chorar, Perto de tudo que a vida já me fez sorrir? Vai passar!   Eu carrego essa certeza! A vida ainda tem tanta beleza, É tudo que eu vivi que me alimenta de esperança Eu tenho tanto a agradecer e tão pouco a pedir Mas se pudesse eu queria um pedido fazer, Fica em casa, aguenta firme, por mim, por todos e por você Fica na quarentena, canta, dança e lê um poema Fala com o teu coração Fica em casa, vai passar, vamos s

NADA PARA TEMER

Não sei se existe tempo à temer: o tempo que corona vírus trouxe; a exposição do que realmente se é, exibida no palco da própria vida; ou a morte que o vírus provoca. A forte reflexão sobre a vida e a morte o que aproxima? o que afasta? o que move? o que liberta? sem respostas, apenas a exposição da morte que mata mesmo quando não mata aquela morte que cala, que tira a potência da alma que deixa o olhar frio querendo se proteger no vazio em meio a cadáveres dos outros, tratados como estatísticas distantes incapaz de comover, de fazer chorar, de lamentar  apenas tratado como um alerta da proteção da necessidade do isolamento do corpo, denunciando a flagrante insensibilidade do coração uma busca por teorias para justificar a falta de humanidade só mata idoso, o sol protege, o medo atrai, o álcool mata e o vírus ganha força, e contamina a serenidade, agrava a doença da alma. Já foi cientificamente comprovado que esse vírus destrói os pulmões lame

SORRIA

Quando a tristeza bate na alma Procure a melhor risada, já dada, Vista-se dela, no maior volume Sem receio de incomodar, ninguém está disposto a ouvir, na tristeza coletiva, a sua alma à rir, procure no fundo do teu ser tudo que já te fez sorrir, e sorria de novo, se contagie para contagiar de alegria, mesmo que o sorriso,   seja pelo mesmo motivo, ainda se o motivo faltar sorrir também é consolar, a si mesmo e ao outro, sorrir é uma forma de amar. Rosiane Alves

A VIDA, POR VEZES, PARECE FALHAR

A vida, por vezes, parece falhar Fica difícil decidir como seguir Fica claro para o outro Escutamos com muito esforço Cada um com uma solução Tantos doutores dos outros e estranhos em si mesmo, tem vezes que é bom ouvir opinião, outras vezes, não sem esquecer de ouvir a voz do próprio coração pois esse te acompanha, mesmo que tudo dê errado, escuta o conselho do mundo e acolhe o que teu coração decidir, é esse que sempre estará aí. A vida, por vezes, parece falhar, Parece que sai do trilho para depois voltar, É estranho como o incerto bagunça tudo, Mas o tempo é senhor do destino, Ele precisa de passarela para desfilar, E monstra a todos os mortais Quem manda e quem obedece, Ele é exibido, e ai de quem se atreve, Ele não para, ele gira e roda Tira tudo da ordem e do controle, E bota tudo no lugar que ele escolhe para ficar, Ninguém controla, nem disciplina, nem explica O tempo é o deus do destino. A vida, por vezes, parece falha

CAMINHA

Caminha, é para frente que se olha, Se o corpo enfraquecer, e a vista turvar, Se o caminho, do nada, se alongar, Olha para os lados, sempre existe um alguém Para te levantar, para te fortalecer, e quem sabe te carregar. Caminha, e se a lágrima insistir em aparecer, Se a alma, quiser também chorar, Se a ferida, em lágrimas, sangrar, Chora, e olha para os lados, sempre existe um alguém Para chorar junto, para secar tuas lágrimas, para te consolar. Caminha, e se do nada tudo ficar vazio Se o silencio te incomodar Se a solidão doer e te machucar, Olha para os lados, com o olhar da alma, sempre existe alguém Querendo dar e receber um abraço, mesmo que solitário Caminha, e se ao logo do caminho Você se perder de si, não se reconhecer Sentir que sua história se apagou Olha para trás, sempre haverá alguém, veja quantos amores deixou, e cada um deles disposto a te reencontrar. Caminha, e se ao logo do caminho a vida te nocautear, vai a lona